sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A arte de ser você.
Se pensarmos no quanto de nós mesmos nós conhecemos vamos ficar surpresos. A maioria de nós não se conhece tão bem quanto pensamos. Na verdade acho que nem pensamos nisso . Vamos vivendo levando os dias atolados de trabalho e atribulações. Vivendo o mundo que nos cerca sem nos darmos conta do mundo que carregamos dentro de nós. Somos um mundo. Tenho procurando fazer esse exercício de auto-conhecimento. Espero que chegue pelo menos a uns 10%.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Esperar...
Ok sei que pode parecer bobeira, mas afinal ter um blog é ter um espaço para despejar nossas bobeiras mesmo não é?
Eu quero então declarar publicamente minha aversão por esperas. É isso mesmo. Detesto esperar. Sei que faz parte da rotina desse mundo louco e super populoso; filas, agendamentos, engarrafamentos: torturas do mundo contemporâneo.
Criamos estratégias para passar o tempo mas para mim, ainda assim, é uma enorme perda de tempo. Não porque tempo é dinheiro, risos, mesmo que seja. Mas porque tempo é vida! E temos que calcular cada minuto, ficar tudo programado, milimetricamente cronometrado para que possamos ter talvez, alguns minutos para nós... ou só nos resta esperar a aposentaria para não termos mais que esperar nada, furar fila, viajar sentados nos ônibus e talvez ainda ter alguns dentes para sorrir pela alegria de só esperar pela morte.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
A menina que acreditava
Ela acreditava em sonhos.
Menina ainda talvez. Talvez perseguisse pipas ou borboletas. Talvez acreditasse em príncipes ou fadas, ou ainda que o mundo é um bom lugar para se viver.
Achava que as pessoas são o que dizem ser, sem saber que elas não sabem sequer quem são ou se apenas estão.
Acreditava em conceitos: bem, mal, esquerda, direita e centro.
Um dia descobriu que os conceitos fluem até se misturar e viram novas estampas. Que as pessoas dizem sem sentir, sentem sem dizer e as vezes, na maioria delas, não sabem o que dizem.
Que príncipes viram ogros e que se tornam até mais charmosos assim.
Que fadas são na verdade o brinde da brisa fresca que acaricia o seu rosto no abrir da janela das manhãs.
Que o mundo pode ser um bom lugar para alguns, mas um lugar muito duro para a maioria. E que os sonhos, estes sim, quando se transformam em desejos são capazes de transformar, e de fazer acreditar que ainda é bom perseguir borboletas.
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