terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Um Brinde...
Entramos no baile. Mais um ano se vai. Talvez mais que uma simples mudança de datas no calendário ou de dígitos, essa mudança traduza os nossos desejos, anseios por modificações. Mudanças no que somos, ou no que nos tornamos. No que possuímos, ou no que queremos possuir. E não falo somente de bens de consumo não. Falo da posse de conhecimentos, de vitórias e até de nós mesmos. Muitos ainda não se possuem... Precisam de uma alforria da vida, da rotina, do trabalho, dos companheiros ou sei lá mais de que, porque, vamos admitir, temos muitos donos, muitos possuidores. Poucos são aqueles que de fato conseguem tomar as rédeas da própria vida e definir seus rumos.
Então... que este baile da virada seja bem dançado, embalado pelos nossos desejos de mudança e seguindo o ritmo frenético das nossas vontades e necessidades...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel
Eu Acredito em papai Noel. Gosto do Natal pela comoção que ele consegue causar em grande parte das pessoas. É inegável essa sintonia que entramos em conjunto.
O ar fica diferente, o desejo de estar próximo dos que amamos, de agradar, de proteger os que precisam de proteção e de ser protegido pelos que podem nos aninhar.
Talvez exista mesmo um senhor bonachão, vestido de vermelho, dando boas gargalhadas enquanto sacode a pança e distribui leveza de sentimentos nas gotinhas de oxigênio, para embriagar a todos nós, enquanto respiramos, e nos impregnar do mais doce amor.
E é assim embriagada, que desejo um Natal delicioso para todos.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Flor do Lácio
A nossa língua é mágica. O português e suas façanhas. Difícil, cheio de sinônimos, rico em vocabulário e regras gramaticais; que quase não usamos; e completamente diferente da língua que falamos.
Minha filha se formou ontem na Alfabetização, ou 1º ano do fundamental. É incrível que com apenas 6 anos já possa mergulhar neste mundo das letras como desbravadora e não como co-pilota mas como comandante da Nau.
Se o cérebro já nos impressiona na sua capacidade, imagine quando pensamos que crianças com tão pouca idade podem adquirir tantas palavras em tão poço tempo, coordenar escrita, leitura e interpretação ainda mais se pensarmos que a língua é o Português? É Fantástico!!!!!!!
Que sejam bem vindos: “o que quer, o que PODE essa língua”.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Essa é pros colegas...sei que a maioria conhece mas eu acho um barato...
"O Jeito Psicólogo De Ser :
Psicólogo não Adoece, Somatiza
Psicólogo não Transa, Libera a Libido
Psicólogo não Estuda, Sublima
Psicólogo não dá Vexame, Surta
Psicólogo não Fofoca, Transfere
Psicólogo não tem Idéia, Tem Insight
Psicólogo não resolve Problemas, fecha Gestalts
Psicólogo não se Engana, tem Ato Falho
Psicólogo não muda de Interesse, Altera Figura Fundo
Psicólogo não Fala, Verbaliza
Psicólogo não Conversa, Pontua
Psicólogo não Responde, Devolve a Pergunta
Psicólogo não Desabafa, Tem Catarse
Psicólogo não pensa Nisso, Respira Nisso
Psicólogo não é Indiscreto, é Espontâneo
Psicólogo não é Gente, é um ESTADO DE ESPÍRITO"
autor desconhecido...rs
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Conto: Um Brasileiro....
Problemas: fugir ou enfrentar? Às vezes ficava complicado pra ele encontrar essa resposta. Não era mais um jovem. Desempregado, doente, uma família para alimentar. Tentava se apegar a esperança, e ter fé. Saia de casa todos os dias em busca da qualquer coisa que o ajudasse a voltar com um pouco de comida para casa, e um pouco de dignidade talvez. Mas as contas não paravam de chegar. As cobranças e o medo de não suportar.
Quando o peito apertava, ele olhava as estrelas, tentando encontrar um refúgio para seus pensamentos. Nesses momentos tentava entender como o mundo se transformou no que é. Pensava que os índios podiam viver sem muita coisa, que o que a natureza tinha para oferecer era suficiente para sobreviver e viver. A terra era mãe o suficiente para alimentar, medicar, abrigar e proteger. E nada cobrava por isso, apenas respeito e cuidado. Quando pensava nisso, pensava em quanto os homens foram ingratos e talvez, por isso, hoje precisassem pagar tão cara para sobreviver. Talvez as centenas de milhares de tributos que pagavam hoje fossem tão somente o ônus do desrespeito a natureza.
Mas ao voltar seu olhar para si, se via magro, abatido, adoecido pelo sofrimento. Sem muitas oportunidades; a vida não era mais tão gentil.
O diploma já a muito esquecido na gaveta. E assim viveu até o fim. Tentava na feira carregar as sacolas das pessoas, ou, às vezes, varrer as barracas e lavar toda aquela lama dos restos caídos e pisoteados por todo o chão. Quando não dava certo, afanava alguma fruta para não voltar pra casa sem trazer ao menos, a sombra da esperança.
Homem brasileiro, sofrido, acuado: voz calada da massa, cara sem rosto do povo.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
ALDEIA GLOBAL EM MIM
Recentemente reencontrei um amigo de faculdade (dos longínquos tempos em que eu fazia relações Públicas) através de uma dessas páginas de relacionamentos. Conversamos um pouco, trocamos algumas figurinhas e, no quesito vida, ele se mostrou um pouco espantado pelo fato de eu ter uma filha e me disse que só pretende pensar em casar ou ter filhos depois que correr o mundo e descobrir a vida. Não quero aqui fazer apologia a maternidade precoce, até porque a minha não foi. Mas essa ligação feita por ele me fez pensar. Achei engraçado isso. Até porque ele não é solitário neste pensamento: que o conhecer a vida é um processo que está fora de nós, longe, perdido em algum lugar do mundo. E que precisamos percorrê-lo em busca de alguma coisa adiando todos os outros planos. Talvez esta seja uma noção reforçada pela mídia, pela idéia de aldeia global. Ficamos sempre em busca, achando que está faltando algo. Muitas vezes tive prova que as maiores descobertas acontecem ao nosso lado. O mundo é lindo e cheio de surpresas sim, mas nada nos garante que a nossa felicidade e as nossas escolhas mantenham essa relação diretamente proporcional ao número de passos no nosso caminho.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Cuidado, Perigo: Mulher na T P M
Mulheres do mundo!
Tenho vocês por testemunha: TPM é uma invenção do DEMO (se é que ele existe!). Fala sério, agente se deprime, perde o controle do nosso corpo e da nossa mente. Nos contorcemos entre cólicas infernais e dores de cabeça lancinantes. O nosso corpo se altera, incha, perde as formas. Aliás, o corpo deixa de ser nosso e passa a ser domínio do útero. Acho que até o cérebro transfere as suas funções cognitivas para o poderoso baixo ventre. É minhas caras! Nossas trompas de falópio viram neurônios e cometemos uma série de desatinos que iremos certamente nos arrepender nos outros poucos 27 dias seguintes. Nosso mês se divide em se preparando para menstruar, menstruando e se recuperando da menstruação. Articular isso com todas as nossas funções é que o problema. Eu admito que fico doente mesmo. É uma auto agressão. Quase uma punição mesmo. Grito vivas para aquelas que dizem não sofrer TPM... Acho que minha família e meus amigos também.
Sei que podem ter achado esse assunto asqueroso mas eu, como mulher na TPM, me dou o direito de externar meu protesto contra a natureza. Isso foi boicote as fêmeas. Acho que uma forma de compensar nossa inteligência superior..he he he.
Abraços fraternos!
domingo, 23 de novembro de 2008
Pais e mães podem ser mais vorazes que torcida organizada. Hoje na apresentação de final de ano da escola da minha filhinha quase tivemos um espetáculo de luta livre. Eu explico: na luta pelos primeiros lugares nas cadeiras do teatro, os pais e mães se empurravam e apertavam, se recusando a formar uma fila. Entraram todos embolados, trocando solavancos e encontrões. Pensando bem, acho que são uma torcida sim, só falta o “organizada”.
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